quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Atualidades.

Sonhei certa vez que podia materializar coisas, e sabe, não foi legal. Minha casa se encheu de cocaína e de armas norte-americanas. Bom, ela também estava lá, e talvez isso tenha sido a melhor de todas as surpresas. Ela se levanta e vai para algum cômodo da minha casa, não sei onde, não tenho olhos na nuca.
Não importa.
Ela está aqui.

sábado, 20 de setembro de 2008

Visceral.

Ela fala. Ela fala...
Fala, grita e cala.
Suspira, exclama!
E para.

Angústia e dependência.
Vício e droga.

Armas, tatuagens e leços,
Atiram, disparam e ferem
E honram e cobrem.
E marcam e matam.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vergonha das mãos.

Eu fui até a esquina comprar cigarros, e nunca mais voltei.
Não por medo. Não por insegurançao. Menos ainda indiferença; mas por nojo. Nojo das pessoas.
Asco.
Asco.
E a ridícula mania, esta patética nescessidade de que existir consiste em ser.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Desangrar.

Porque você só nota que é um problema, quando, mais uma vez, se torna uma idéia fixa.
Você não precisava tocar naquilo. Não precisava sangrar aquela ferida.
Estúpida. Burra.
As escolhas são suas: ou você volta a sair com a Tina ou volta para o inferno.

Já estou no inferno. Já não quero sair do meu buraco.
Você não pode me tocar aqui dentro. Você não tem como chegar até mim.
Sai! Vá embora! Pare de assolar meus pensamentos!
As coisas mudam quando tem que mudar, não é mesmo?

terça-feira, 22 de julho de 2008

Auto-sabotagem.

Amanhã é o último dia. Hoje é o último dia!
Tudo volta ao normal; a cabeça se expande. O tempo, volta, caminhando mais devagar. E eu, volto a correr; faço girar, faço correr.
Mais uma vez presa, correria; ponto, ponto, ponto; relógio, ti-tac, tic-tac; barulho, barulho!
Mais uma vez o caos. E então, tudo explode, volta a ser como sempre foi.
Assim as coisas fluem, finalmente me sinto livre e apta a criar novamente.
É a minha escolha.
Ah... a auto-sabotagem! Realmente inspiradora.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sete.

Eu fiz uma nova tatuagem, para cobrir um velho sentimento.
É apenas uma bandeira fixndo 7.
Chute a porta, todos estão lá.
Por trás dos pescoços nebulosos; atras das mãos, por trás das pedras.
O esgoto é mais seguro.

Não sou o tipo de mulher que acorda para ver você partir.
Me prepare um café.
Sou forte o suficiente para fazer minha rópria partida.
Você vê o lindo céu azul lá fora? acima de nossas cabeças.
Vê como reflete em mim?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Cataplexia.

Na lista das coisas que eu odeio, o nome dela é o primeiro.
Então. Então. Então. Então.
Então. Então. Então... ahm...
Essa é a cara que eu fico, quando olho pra você.

Uma chance para cada paixão aqui, mas somente uma de cada vez. Para receber minha próxima incisão tardia.
Nunca espere por merecimento. Para ser amado e amar sozinho.

Engraçado aonde tudo isso acaba. Não é mesmo?
Afinal, tudo é de vidro.

domingo, 6 de julho de 2008

Extremos.

'Os extremos sempre se encontram.'
Essa é a minha regra. No final das contas, o que os separa é uma margem de dois centímetros.
Dois centímetros para se encontrarem.
Dois centímetros para se tornarem iguais; para a mediocridade e invalidez do conjunto, até que finalmente se tornem bosta. Ridícula e pateticamente em atos e palavras contraditórias.
Onde o cinísmo é o regente master, aquilo ou isso, na verdade, tanto faz.
O que comprova a eficácia da minha regra.
Mas não há motivo para alarde. A regra é só minha e, quando o esporte favorito de Dolores é observar e contrariar, o que posso dizer?
Afinal, a promiscuidade gratuita está na moda. Nao é mesmo?

underground like a wild potato.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Cabaret.

Quando lhe dei meu coração, me entreguei por inteiro. Por completo.

Agora me vejo deitada em uma bancada de sacrificio.
De peito aberto.
Inerte; sem movimentos, sem ação. Núa.
Tu estás atrás, apertando forte meu coração na mão esquerda.
Enquanto o sangue escorre entre teus dedos, seguras um punhal com a direita.
Cortando. Fatiando. Teu prazer é visível, e lindamente asqueroso.
Está sangrando. Por demais dilacerado. E dói.
Dói, mas ainda bate!
Bate, pois todas as palavras não foram apagadas. Bate, pois todo aquele sentimento e esperança ainda nao morreram.
E está sempre tentando.
Está sempre doendo. Sangrando cada vez mais.
E eu aqui, sem ação.
Gritando para dentro pois a voz não sai.
Não me escutas. Não me escutas e continua fatiando. Cortando; brincando com teu punhal, que de tão bom grado lhe foi dado.
Enquanto grito, ignoras e não percebe. Já estás envolta em meu sangue;
Choraste sobre meu peito e agora faz parte de mim.
Se fores embora, além de meu coração, leva minha alma.
E então morrerei.

Lembro-me de cobras e lagartos que saiam de tua boca. Eu estava na outra ponta.

Sutura tua ferida. Pois a minha está aberta demais. Nunca cicatrizará por completo.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Indiferença.

Nem todas são Juliana, mas, todas são mulheres.
Desfilando sobre nossos corpos em seus saltos agulha, perfurando órgãos vitais.
Mulheres de gesso com corações de pedra.

sábado, 21 de junho de 2008

Frivolidades.

Sentia-me orgulhosa! Gabava-me por ter tido seu corpo em meus braços, por ter beijado sua boca, acariciado seus cabelos, precorrido cada centimetro com minha lingua; como se fosse a única que o fizera...
Besteira..
Hoje vejo que fui só mais um corpo, no qual você deitou.

Mulheres e seus hormônios... Patético, eu sei.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Platonismo.

Meu velório foi curto. Afinal, não acho que seja muito agradavel ficar observando por horas um caixão fechado, com um pedaço de carne humana apodrecendo alí dentro.
Mas talvez agora eu compreenda o porquê de ela não estar ali.
Ela está certa.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Sutura.

E aí então que, eu tropeço em você..
Sequer lhe conheço e tenho vontade de mudar completamente a minha vida, por um minuto a mais ao seu lado.
Platonísmo momentaneo, paixonite agúda, amor a primeira vista... chame do que quiser. Seja lá o que for isso, não consigo esquecer seus olhos.

De repente começa a me parecer realmente atraente.
Auto-flagela.
Não adianta. Há quem goste do risco da dor.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

auto.. sei lá o que.

Minha antiga casa era bizarra.
Quando mais nova, tinha medo de ir sozinha ao banheiro durante a noite.
Mijava em uma lata de batatas (tipo Pringles), e atirava na cabeça das pessoas que passavam pela rua.
No final das contas já não sabia se fazia aquilo por prazer ou por medo dos longos corredores escuros.
...
Coninuo sem saber hoje em dia.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Desapego.

Sentir o coração livre, provavelmente é a única forma de auto-piedade.
Permito-me agora andar e finalmente ver o que há à minha frente.
Permto-me ser livre e, permito-me viver.
O desapego gera uma feicidade antes nunca sentida e o poder de fazer qualquer coisa. Não há nada a perder.
O medo se foi e, eu queimei aquele velho tapete azul, antes que você o levasse embora.

domingo, 23 de março de 2008

amor foi seu segundo nome.

Primeiro o quadril, depois as costas e finalmente a cabeça, em um golpe fulminantemente fatal na borda de um dos trilhos do enorme xis. Meu sangue jorrou, e então, assim como meus miolos, estava por toda parte. Não senti nada na queda. A morte foi imediata.

quarta-feira, 19 de março de 2008

pff..

O tédio move o mundo..
E a insônia acaba comigo. Maldição.
Ela deve ser comum, entre.. enfim. Deixa pra lá.